sábado, 1 de abril de 2017

As Edições de Luxo da Disney pela Abril


A Editora Abril demorou para entrar no segmento de edições de luxo (aqueles encadernados em capa dura). Quando ela deu o pontapé inicial, através das publicações "Dragon Lords" e "O Mistério dos Signos", as concorrentes já estavam cansadas de exibir seus lançamentos. Ela começou tarde, porém, fazendo estardalhaço. 

Após a experiência bem sucedida com os dois primeiros encadernados, vieram ícones de peso envolvendo, por exemplo, o melhor das histórias dos Escoteiros Mirins, cuja maioria da seleção são obras de Carl Barks, seguindo para artistas que o admiravam, Pateta Repórter (uma série que valorizou bastante o personagem, traçando um olhar bem-humorado à comunicação midiática [jornalística] frente ao poder político e social europeu) e a coleção da Fantagraphics, que reuniu as aventuras do Pato Donald produzidas por Carl Barks, verdadeiros tesouros de HQs, revitalizadas, segundo dizem, de acordo com os padrões originais da época.


Os exemplares da Fantagrafics são vários. Não tenho informação se a Abril irá publicar todos. Porém, já estamos no quinto volume. O primeiro foi "Perdidos nos Andes", depois vieram "O Segredo do Castelo", "Em Busca do Unicórnio", "A Cidade Fantasma" e agora lançarão "O Papagaio Contador" (a partir de 27 de Abril). 


Não menos importante, presentearam o leitor com "Tesouros Disney", um apanhado de HQs desconhecidas e nunca antes publicadas por aqui, dando ênfase a uma longa trama com Mickey e Minnie, no estilo mais clássico dos personagens. Há quem dissesse que "O Monarca de Medioka" não fez jus às expectativas. Outros demonstraram amor intenso. Independente de qual tipo de impressão ela despertou no leitor, não se pode negar que foi, de fato, um ícone notório.


E no meio desse apanhado de HQs inéditas supostamente raras e também das revitalizações de obras atemporais e históricas, já vieram dois especiais de "Os Anos de Ouro de Mickey", trazendo à tona um material imperdível dos primórdios da existência deste personagem que é, simplesmente, o abre-portas para o Mundo Maravilhoso da Disney que amamos. 


"Os Anos de Ouro de Mickey" é um verdadeiro tesouro porque começa com a reprodução de suas primeiras tirinhas, no início dos anos 30, algumas do próprio Walt Disney, Ub Iwerks e Floyd Gottfredson. Um Mickey que, certamente, muitos de nós não conhecemos e era diferente de hoje. São quatro volumes, sendo que o segundo foi lançado agora. 

Lembrando que "Pateta Faz História" também está aí, como mais um item de grande importância que foi revitalizado em edição de luxo, encabeçando cinco volumes, com o primeiro lançado na segunda quinzena de Março.


"Os Anos de Ouro de Mickey", "Pateta Faz História" e "Pato Donald por Carl Barks" terão mais volumes nos próximos meses. O preço, em média, gira em torno de R$ 59,00 a R$ 69,00 (cinquenta e nove a sessenta e nove reais). 

E fica o pensamento curioso: O que será que virá mais adiante? Que tipo de material podemos aguardar depois? Ainda há quadrinhos de grande valor histórico a serem trazidos para as edições de luxo da Abril? Os futuros títulos terão certo grau de notoriedade?

Seja como for, em meio à crise que assola o país, tal como a falta de boa vontadade perspectiva de nossos bandidos de colarinho branco governantes, aconselho que os leitores aproveitem bem esse panorama extraordinário de encadernados da Disney. Não se sabe por quanto tempo durará essa festa e muito menos as degustações  e surpresas de logo mais porque morreremos todos nas mãos da violência e impunidade ou, então, estaremos afundando cada vez mais no lamaçal da miséria que só aumenta e vai abocanhando tudo e todos, como um daqueles buracos negros do universo os quais parecem não ter fim


Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.



8 comentários:

  1. excelente postagem, amigo! espero poder comprar os encadernados com as HQs do Barks um dia desses. parabéns pelo blog, q tá cada vez melhor.

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  2. O unico problema dessas coleções é a periodicidade exagerada, a Abil está exagerando com o MIckey, e não sei se conseguirei comprar, já estou fazendo a do Pato e queria o Pateta.
    Lembrando que compro outras coisas, não só Disney.

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    1. OI. Você é, então, um grande colecionador de quadrinhos, eu penso.
      A Abril está acelerando os lançamentos. Fico pensando se este é um efeito colateral pela demora em ter se colocado nesse panorama de edições de luxo ou se é está acontecendo algo que não é de nosso conhecimento e corremos o risco de não termos mais nada da editora neste segmento em breve.

      Não há razão para lançarem tanto material em um intervalo de tempo curto. É bom para as pessoas perceberem a presença em massa da Disney pela Abril, que vem fazendo um belíssimo trabalho até agora. Em contrapartida, muitos fãs se manifestam dizendo que está difícil acompanhar tanta coisa em pouco tempo.

      Pra quê a pressa? O que será que está acontecendo lá?

      Um abraço! Obrigado pela visita.

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  3. Ontem fui à banca e havia uns 5 encadenados diferentes da Disney na prateleira. Pode ser um tiro no pé, ninguem tem tanta grana hj em dia.

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  4. Oi, Bons. Aqui em Ribeirão Preto também tenho encontrado no mínimo 3 encadernados diferentes em bancas. E em lojas como a Fnac e Saraiva já há uns 4 ou cinco diferentes.

    O lado bom é que possibilita a oportunidade dos leitores fazerem suas aquisições, já que esses encadernados ficam um tempo bem maior em exposição. Quem não pode comprar no lançamento, os encontrará ainda por aí.

    O lado ruim é que alguns leitores acabam se atrapalhando e chegam a desanimar diante da enxurrada. Ainda que seja possível adquirir tudo, não é só dinheiro que entra em jogo, mas o sentido do encadernado ser uma edição especial. Da forma como vem acontecendo, o leitor que adquire tudo sequer tem tempo para degusta-los, aprecia-los. Acaba-se banalizado tudo.

    Um abraço. Obrigado pela visita.

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  5. Tenho, dentro das condições financeiras possíveis, adquirido boa parte desse material de luxo da Disney. Antes tarde, do que nunca, a Editora Abril olhou para os fãs dos antigos mestres Disney e caprichou nas edições lançadas até agora. Procuro aproveitar tal oportunidade, pois, não se sabe até quando, diante da situação econômica do país, teremos tais clássicos à disposição em bancas e livrarias. Garimpar nas livrarias virtuais, procurando descontos expressivos, tem sido a minha saída para adquirir tamanhas preciosidades. Parabéns à Editora Abril!!! E que venha Al Taliaferro e mais Paul Murry.
    Tadeu Olivetti

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    1. Oi. Desculpe responder somente agora. Pelo jeito, você tem o mesmo temor que eu, de que poderemos ficar logo sem esse patamar de dições de luxo se essa situação do país continuar em declínio em vários setores. Faço votos de que muita coisa ainda possa surgir.

      É um público que gosta desse viés clássico e histórico. Acredito até que novas gerações possam se encantar, com o passar do tempo, quando um dia elas pegarem para ver os encadernados que seus pais adquiriram e guardaram sempre naquela estante. Mesmo que não compreendam o teor do material, as crianças são desprovidas de preconceitos e são atraídas meio que magicamente pela arte. Isso se os pais tiverem estimulado esse lado de leitura nelas, ainda mais novinhas.

      Um abraço. Tudo de bom!

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Peço educação e gentileza na troca de ideias. Obrigado!